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Em fevereiro, indústria cresce em 11 dos 15 locais pesquisados

09/04/2026 09h00 | Atualizado em 09/04/2026 12h31

Em fevereiro de 2026, a produção industrial nacional cresceu 0,9% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, com onze dos quinze locais pesquisados apresentando resultados positivos.

Os avanços mais acentuados ocorreram no Espírito Santo (11,6%) e Rio Grande do Sul (6,7%), com ambos interrompendo dois meses consecutivos de queda na produção, período em que acumularam perdas de 11,3% e 6,8%, respectivamente.

Bahia (3,2%), Pará (2,7%), Ceará (2,5%), Amazonas (1,7%), Santa Catarina (1,0%) e Região Nordeste (1,0%) também registraram avanços mais intensos do que a média nacional (0,9%), enquanto Pernambuco (0,6%), São Paulo (0,5%) e Rio de Janeiro (0,2%) completaram o conjunto de locais com taxas positivas em fevereiro de 2026.

Já os estados de Mato Grosso (-0,9%) e Goiás (-0,8%) registraram os recuos mais elevados neste mês, com o primeiro local intensificando a perda observada no mês anterior (-0,8%); e o segundo marcando o quarto mês consecutivo com queda na produção, período em que acumulou redução de 12,4%. Minas Gerais (-0,3%) e Paraná (-0,1%) também registraram resultados negativos no mês de fevereiro de 2026.

A média móvel trimestral foi de 0,3% no trimestre encerrado em fevereiro de 2026 frente ao nível do mês anterior e interrompeu a trajetória descendente iniciada em outubro de 2025. Em relação ao movimento deste índice, somente três dos quinze locais pesquisados apresentaram resultados positivos neste mês: Rio de Janeiro (0,9%), São Paulo (0,9%) e Pará (0,6%). Por outro lado, Bahia (-1,5%), Goiás (-1,2%), Santa Catarina (-1,2%), Minas Gerais (-0,8%), Região Nordeste (-0,8%), Amazonas (-0,7%) e Ceará (-0,6%) mostraram os recuos mais acentuados em fevereiro de 2026.

Indicadores Conjunturais da Indústria
Resultados Regionais
Fevereiro de 2026
Locais  Variação (%)
Fevereiro 2026/Janeiro 2026* Fevereiro 2026/Fevereiro 2025 Acumulado Janeiro-Fevereiro Acumulado nos Últimos 12 Meses
Amazonas 1,7 -7,2 -7,1 -0,1
Pará 2,7 0,4 0,5 0,4
Região Nordeste 1,0 1,6 0,5 -0,1
Maranhão - -1,6 2,3 -3,5
Ceará 2,5 -9,8 -8,8 -2,1
Rio Grande do Norte - -24,5 -24,8 -12,6
Pernambuco 0,6 25,0 26,4 2,7
Bahia 3,2 -4,1 -7,5 -1,3
Minas Gerais -0,3 0,0 1,6 1,6
Espírito Santo 11,6 31,3 22,6 17,0
Rio de Janeiro 0,2 5,8 5,9 6,5
São Paulo 0,5 -3,6 -2,4 -2,6
Paraná -0,1 -7,7 -4,5 -0,9
Santa Catarina 1,0 -5,9 -6,2 0,9
Rio Grande do Sul 6,7 0,7 -3,0 1,5
Mato Grosso do Sul - 8,3 8,1 -11,4
Mato Grosso -0,9 2,9 3,8 -5,7
Goiás -0,8 -6,1 -5,5 1,5
Brasil 0,9 -0,7 -0,2 0,3
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas
*Série com Ajuste Sazonal

Frente a fevereiro de 2025, o setor industrial recuou 0,7% em fevereiro de 2026, com nove dos 18 locais pesquisados registrando queda na produção. Vale destacar que fevereiro de 2026 (18 dias) teve 2 dias úteis a menos que igual mês do ano anterior (20). A queda mais acentuada no mês foi a do Rio Grande do Norte (-24,5%), pressionado, em grande parte, pelas atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel) produtos alimentícios (castanha de caju descascada ou triturada, balas, farinha de trigo, sal de cozinha iodado, condimentos e temperos compostos, açúcar cristal e café torrado e moído) e indústrias extrativas (sal marinho associado à extração).

Ceará (-9,8%), Paraná (-7,7%), Amazonas (-7,2%), Goiás (-6,1%), Santa Catarina (-5,9%), Bahia (-4,1%), São Paulo (-3,6%) e Maranhão (-1,6%) completaram o conjunto de locais com recuo no mês.

Minas Gerais, ao marcar variação nula (0,0%) neste mês, repetiu o patamar de produção verificado em fevereiro de 2025. Por outro lado, Espírito Santo (31,3%) e Pernambuco (25,0%) assinalaram avanços de dois dígitos e os mais elevados em fevereiro de 2026, impulsionados, em grande parte, pelas atividades de indústrias extrativas (minérios de ferro pelotizados ou sinterizados, óleos brutos de petróleo e gás natural), no primeiro local; e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel, óleos combustíveis e gás liquefeito de petróleo) e metalurgia (vergalhões de aços ao carbono, lingotes, blocos, tarugos ou placas de aços ao carbono e chumbo em formas brutas), no segundo. Mato Grosso do Sul (8,3%), Rio de Janeiro (5,8%), Mato Grosso (2,9%), Região Nordeste (1,6%), Rio Grande do Sul (0,7%) e Pará (0,4%) registraram os demais resultados positivos no índice mensal de fevereiro de 2026.

No índice acumulado para janeiro-fevereiro de 2026, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial recuou 0,2%, com resultados negativos em nove dos 18 locais pesquisados. Rio Grande do Norte (-24,8%) assinalou o recuo mais elevado no índice acumulado para o primeiro bimestre de 2026.

Ceará (-8,8%), Bahia (-7,5%), Amazonas (-7,1%), Santa Catarina (-6,2%), Goiás (-5,5%), Paraná (-4,5%), Rio Grande do Sul (-3,0%) e São Paulo (-2,4%) completaram o conjunto de locais com queda na produção no índice acumulado no ano. Por outro lado, Pernambuco (26,4%) e Espírito Santo (22,6%) registraram os avanços mais acentuados no índice acumulado para os dois primeiros meses de 2026.

Mato Grosso do Sul (8,1%), Rio de Janeiro (5,9%), Mato Grosso (3,8%), Maranhão (2,3%), Minas Gerais (1,6%), Pará (0,5%) e Região Nordeste (0,5%) também mostraram resultados positivos no índice acumulado para o período janeiro-fevereiro de 2026.

No confronto do resultado do último quadrimestre de 2025 com o do índice primeiro bimestre de 2026, ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior, 11 dos 18 locais pesquisados mostraram perda de dinamismo, acompanhando, assim, o movimento observado no total nacional, que passou de 0,0% para -0,2%.

Em termos regionais, Rio Grande do Norte (de -1,4% para -24,8%), Goiás (de 4,0% para -5,5%), Amazonas (de 2,2% para -7,1%), Ceará (de 0,2% para -8,8%), Santa Catarina (de 1,2% para -6,2%), Rio Grande do Sul (de 4,3% para -3,0%) e Bahia (de -1,0% para -7,5%) assinalaram as principais perdas, enquanto Pernambuco (de 2,6% para 26,4%), Mato Grosso do Sul (de -13,6% para 8,1%), Mato Grosso (de -6,4% para 3,8%) Pará (de -6,2% para 0,5%) e Maranhão (de -3,5% para 2,3%) registraram os ganhos mais acentuados entre os dois períodos.

A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, ao avançar 0,3% em fevereiro de 2026, permaneceu positiva, mas prosseguiu assinalando perda de ritmo frente aos resultados dos meses anteriores. Em termos regionais, oito dos 18 locais pesquisados apresentaram taxas positivas em fevereiro de 2026, mas oito registraram menor dinamismo frente aos índices de janeiro último. Santa Catarina (de 1,9% para 0,9%), Paraná (de 0,1% para -0,9%), Ceará (de -1,3% para -2,1%), Goiás (de 2,0% para 1,5%) e São Paulo (de -2,2% para -2,6%) assinalaram as perdas mais acentuadas entre janeiro e fevereiro de 2026, enquanto Espírito Santo (de 13,5% para 17,0%), Pernambuco (de -0,6% para 2,7%), Rio de Janeiro (de 5,8% para 6,5%), Região Nordeste (de -0,6% para -0,1%) e Mato Grosso do Sul (de -11,9% para -11,4%) mostraram os principais ganhos entre os dois períodos. 

Saiba mais sobre a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física – Divulgação Regional – PIM-PF:

A PIM Regional produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativas e de transformação. Traz, mensalmente, índices para 17 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 0,5% no total do valor da transformação industrial nacional, e para o Nordeste como um todo: Amazonas, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Região Nordeste. 

Os resultados da pesquisa também podem ser consultados no Sidra, o banco de dados do IBGE. A próxima divulgação da PIM Regional, referente a março de 2026, está prevista para 13 de maio.

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