Em novembro, indústria avança em 8 dos 15 locais pesquisados
14/01/2026 09h00 | Atualizado em 14/01/2026 12h49
Mesmo com a variação nula (0,0%) na produção industrial em novembro de 2025, na série com ajuste sazonal, 8 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE tiveram resultados positivos. Mato Grosso (7,2%) e Espírito Santo (4,4%) assinalaram as expansões mais acentuadas, seguidos por Paraná (1,1%), Pernambuco (0,9%), Minas Gerais (0,9%), Bahia (0,9%), Rio Grande do Sul (0,6%) e Região Nordeste (0,1%). Já os resultados negativos mais intensos foram registrados em Goiás (-6,4%), Amazonas (-2,8%), Ceará (-2,6%), Rio de Janeiro (-1,9%), Santa Catarina (-0,8%), São Paulo (-0,6%) e Pará (-0,5%).
A média móvel trimestral mostrou variação negativa de 0,1% no trimestre encerrado em novembro de 2025 frente ao nível do mês anterior. Os recuos mais acentuados foram registrados por Pará (-1,3%), São Paulo (-1,0%), Rio de Janeiro (-0,7%) e Bahia (-0,5%). Por outro lado, Mato Grosso (4,8%), Amazonas (2,8%), Espírito Santo (2,6%) e Minas Gerais (1,4%) assinalaram os avanços mais elevados.
Frente a novembro de 2024, o setor industrial recuou 1,2%, com resultados negativos em 9 dos 18 locais pesquisados. Os principais recuos foram registrados no Mato Grosso do Sul (-13,9%) e Pará (-11,6%).
| Indicadores Conjunturais da Indústria Resultados Regionais - Novembro de 2025 |
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|---|---|---|---|---|
| Locais | Variação (%) | |||
| Novembro 2025/ Outubro 2025* |
Novembro 2025/ Novembro 2024 |
Acumulado Janeiro-Novembro | Acumulado nos Últimos 12 Meses | |
| Amazonas | -2,8 | -3,7 | 0,7 | 1,3 |
| Pará | -0,5 | -11,6 | 2,2 | 2,2 |
| Região Nordeste | 0,1 | 0,4 | -0,5 | -0,1 |
| Maranhão | - | -4,1 | -5,4 | -5,8 |
| Ceará | -2,6 | -5,0 | -0,9 | -1,4 |
| Rio Grande do Norte | - | -2,3 | -11,8 | -12,7 |
| Pernambuco | 0,9 | 0,8 | -4,4 | -3,2 |
| Bahia | 0,9 | 1,5 | 1,1 | 1,4 |
| Minas Gerais | 0,9 | 5,1 | 1,2 | 1,0 |
| Espírito Santo | 4,4 | 36,8 | 10,8 | 9,0 |
| Rio de Janeiro | -1,9 | 3,9 | 4,6 | 3,8 |
| São Paulo | -0,6 | -4,7 | -2,4 | -2,4 |
| Paraná | 1,1 | -2,2 | 0,4 | 0,5 |
| Santa Catarina | -0,8 | -1,4 | 3,4 | 3,6 |
| Rio Grande do Sul | 0,6 | 0,9 | 2,2 | 2,3 |
| Mato Grosso do Sul | - | -13,9 | -13,5 | -12,7 |
| Mato Grosso | 7,2 | -4,2 | -6,6 | -5,4 |
| Goiás | -6,4 | 2,6 | 2,7 | 2,3 |
| Brasil | 0,0 | -1,2 | 0,6 | 0,7 |
| Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas *Série com Ajuste Sazonal |
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A produção industrial nacional mostrou variação nula (0,0%), frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, com taxas positivas em 8 dos 15 locais pesquisados. Mato Grosso (7,2%) e Espírito Santo (4,4%) assinalaram as expansões mais acentuadas, com o primeiro marcando o quarto resultado positivo seguido e avançando 16,9% nesse período; e o segundo eliminando o recuo de 1,4% registrado em outubro de 2025. Paraná (1,1%), Pernambuco (0,9%), Minas Gerais (0,9%), Bahia (0,9%), Rio Grande do Sul (0,6%) e Região Nordeste (0,1%) completaram o conjunto de locais com índices positivos em novembro de 2025.
Por outro lado, Goiás (-6,4%) apontou o recuo mais elevado nesse mês e interrompeu quatro meses consecutivos de crescimento na produção, período em que acumulou ganho de 11,3%. Amazonas (-2,8%), Ceará (-2,6%), Rio de Janeiro (-1,9%), Santa Catarina (-0,8%), São Paulo (-0,6%) e Pará (-0,5%) também assinalaram resultados negativos em novembro de 2025.
Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria mostrou variação negativa de 0,1% no trimestre encerrado em novembro de 2025 frente ao nível do mês anterior, após também avançar em outubro (0,1%), setembro (0,1%) e agosto de 2025 (0,2%). Em termos regionais, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, sete dos quinze locais pesquisados apontaram resultados negativos nesse mês, com destaque para os recuos mais acentuados registrados por Pará (-1,3%), São Paulo (-1,0%), Rio de Janeiro (-0,7%) e Bahia (-0,5%). Por outro lado, Mato Grosso (4,8%), Amazonas (2,8%), Espírito Santo (2,6%) e Minas Gerais (1,4%) assinalaram os avanços mais elevados em novembro de 2025.
Na comparação com novembro de 2024, o setor industrial mostrou recuo de 1,2% em novembro de 2025, com noves dos dezoito locais pesquisados apontando resultados negativos. Vale citar que novembro de 2025 (19 dias) teve o mesmo número de dias úteis que igual mês do ano anterior (19). Mato Grosso do Sul (-13,9%) e Pará (-11,6%) assinalaram recuos de dois dígitos e os mais acentuados nesse mês, pressionados, principalmente, pelo comportamento negativo observado nas atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (álcool etílico), no primeiro local; e de indústrias extrativas (minérios de ferro e de manganês – em bruto ou beneficiados), no segundo.
Ceará (-5,0%), São Paulo (-4,7%), Mato Grosso (-4,2%), Maranhão (-4,1%), Amazonas (-3,7%), Rio Grande do Norte (-2,3%), Paraná (-2,2%) e Santa Catarina (-1,4%) completaram o conjunto de locais com recuo na produção no índice mensal de novembro de 2025. Por outro lado, Espírito Santo (36,8%) assinalou avanço de dois dígitos e o mais elevado neste mês, impulsionado, em grande parte, pela atividade de indústrias extrativas (óleos brutos de petróleo, gás natural e minérios de ferro pelotizados ou sinterizados). Vale destacar que o resultado do Espírito Santo em novembro de 2025 foi influenciado, em grande medida, pela baixa base de comparação, uma vez que, em novembro de 2024, o setor produtivo local recuou 12,0%.
Minas Gerais (5,1%), Rio de Janeiro (3,9%), Goiás (2,6%), Bahia (1,5%), Rio Grande do Sul (0,9%), Pernambuco (0,8%) e Região Nordeste (0,4%) registraram os demais resultados positivos no índice mensal de novembro de 2025.
No confronto entre os resultados do segundo quadrimestre de 2025 e o período setembro-novembro de 2025, ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior, somente quatro dos dezoito locais pesquisados mostraram perda de dinamismo, acompanhando, assim, o movimento observado no total nacional, que passou de 0,4% para 0,1%. Em termos regionais, Pará (de 1,4% para -4,1%), Paraná (de -0,8% para -2,8%), Rio de Janeiro (de 7,8% para 6,0%) e Santa Catarina (de 2,2% para 2,0%) assinalaram as perdas entre os dois períodos, enquanto Rio Grande do Norte (de -14,4% para 2,0%), Espírito Santo (de 17,5% para 24,1%), Amazonas (de -0,5% para 4,9%), Goiás (de 1,6% para 5,7%), Mato Grosso (de -12,1% para -8,8%), Bahia (de -1,1% para 1,6%) e Minas Gerais (de 0,5% para 2,8%) apontaram os avanços mais acentuados.
No acumulado no ano, houve expansão de 0,6%, com resultados positivos em 11 dos 18 locais pesquisados. Espírito Santo (10,8%), Rio de Janeiro (4,6%) e Santa Catarina (3,4%) assinalaram os avanços mais acentuados para os onze meses do ano, impulsionados, em grande parte, pelas atividades de indústrias extrativas (óleos brutos de petróleo, minérios de ferro pelotizados ou sinterizados e gás natural), no primeiro local; de indústrias extrativas (óleos brutos de petróleo e gás natural), no segundo; e de produtos alimentícios (carnes e miudezas de aves congeladas, preparações e conservas de peixes, produtos embutidos ou de salamaria e outras preparações de carnes de suínos e de aves, filés e outras carnes de peixes frescos, refrigerados ou congelados e carnes de suínos congeladas, frescas ou refrigeradas), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (transformadores e quadros, painéis, cabines e outros suportes equipados com aparelhos elétricos de interrupção ou proteção) e máquinas e equipamentos (aparelhos elevadores ou transportadores para mercadorias, máquinas ou aparelhos para o setor agrícola e de pecuária, válvulas, torneiras e registros e suas partes e peças e congeladores para usos industrial e comercial), no último.
Goiás (2,7%), Rio Grande do Sul (2,2%), Pará (2,2%), Minas Gerais (1,2%), Bahia (1,1%) e Amazonas (0,7%) também apontaram taxas positivas mais intensas do que a média nacional (0,6%), enquanto Paraná (0,4%) completou o conjunto de locais com crescimento na produção no índice acumulado no ano. Por outro lado, Mato Grosso do Sul (-13,5%) e Rio Grande do Norte (-11,8%) assinalaram recuos de dois dígitos e os mais elevados no índice acumulado para o período janeiro-novembro de 2025, pressionados, principalmente, pelo comportamento negativo vindo das atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (álcool etílico), no primeiro local; e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel e gasolina automotiva), no segundo. Mato Grosso (-6,6%), Maranhão (-5,4%), Pernambuco (-4,4%), São Paulo (-2,4%), Ceará (-0,9%) e Região Nordeste (-0,5%) também mostraram resultados negativos no índice acumulado para os onze meses do ano.
No acumulado em 12 meses, a produção industrial cresceu 0,7%, mas prosseguiu assinalando perda de ritmo frente aos índices dos meses anteriores. Em termos regionais, dez dos dezoito locais pesquisados registraram taxas positivas em novembro de 2025, mas onze apontaram menor dinamismo frente aos índices de outubro último. Pará (de 4,9% para 2,2%), Mato Grosso (de -3,6% para -5,4%), Amazonas (de 2,7% para 1,3%), Mato Grosso do Sul (de -11,7% para -12,7%), Pernambuco (de -2,2% para -3,2%), Santa Catarina (de 4,5% para 3,6%), Ceará (de -0,6% para -1,4%) e Rio Grande do Norte (de -11,9% para -12,7%) assinalaram as principais perdas entre outubro e novembro de 2025, enquanto Espírito Santo (de 5,3% para 9,0%) e Rio de Janeiro (de 2,7% para 3,8%) mostraram os ganhos mais acentuados entre os dois períodos.