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12º Censo Agro

Rio Verde (GO) recebe segundo dia de prova piloto do Censo Agropecuário com foco em testes e entrevistas

Editoria: IBGE | IBGE

12/05/2026 11h36 | Atualizado em 12/05/2026 11h36

Rio Verde (GO) recebeu, nesta terça-feira (12), o segundo dia da 2ª prova piloto do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola, conduzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A iniciativa integra o conjunto de testes que antecede a realização do levantamento em todo o país e tem como objetivo avaliar, em condições reais, os instrumentos e procedimentos da operação censitária. 

As equipes seguem em campo e nos postos de coleta testando questionários, sistemas digitais e estratégias logísticas, fundamentais para assegurar a qualidade e a abrangência das informações que serão produzidas pelo Censo. As atividades incluem desde o planejamento da coleta até a validação dos aplicativos utilizados pelos recenseadores. 

Segundo dia de prova piloto do Censo em Rio Verde. - Foto: Equipe CDDI/CCS
Segundo dia de prova piloto do Censo em Rio Verde. - Foto: Equipe CDDI/CCS
Segundo dia de prova piloto do Censo em Rio Verde. - Foto: Equipe CDDI/CCS
Segundo dia de prova piloto do Censo em Rio Verde. - Foto: Equipe CDDI/CCS
Segundo dia de prova piloto do Censo em Rio Verde. - Foto: Equipe CDDI/CCS
Segundo dia de prova piloto do Censo em Rio Verde. - Foto: Equipe CDDI/CCS
Segundo dia de prova piloto do Censo em Rio Verde. - Foto: Equipe CDDI/CCS
Segundo dia de prova piloto do Censo em Rio Verde. - Foto: Equipe CDDI/CCS

Durante entrevista concedida ao programa Boa Tarde Produtor, da Rádio Rio Verde FM, o superintendente do IBGE em Goiás, Edson Vieira, destacou a importância dessa etapa preparatória para o sucesso do levantamento nacional. 

“Quando a gente faz uma operação como essa, o planejamento é fundamental. O Censo precisa ser realizado com rapidez e precisão, porque existe um período de referência. É por isso que realizamos testes como essa prova piloto, para avaliar questionário, logística e capacidade de coleta em diferentes contextos”, explicou. 

Segundo ele, a operação exige adaptação a realidades diversas no território brasileiro. 

“Cada região tem suas especificidades. Aqui em Goiás, temos uma dinâmica diferente, mas em outras partes do país há locais de difícil acesso, onde o recenseador precisa se deslocar por barco ou permanecer dias em campo. Por isso, esses testes são essenciais”, afirmou. 

Censo é retrato completo do agro

Durante a entrevista, Edson Vieira reforçou que o Censo Agropecuário é a principal ferramenta para compreender a estrutura do setor no país. 

“O Censo é uma fotografia completa do agro brasileiro. Ele vai a todos os estabelecimentos rurais e levanta não só o que é produzido, mas como, onde e por quem essa produção é realizada”, destacou. 

Ele explicou que, diferentemente das pesquisas amostrais realizadas regularmente pelo IBGE, o Censo permite um nível mais detalhado de informação. 

“A gente coleta dados sobre uso da terra, mão de obra, tecnologia, organização da produção. Isso permite entender a realidade do campo com profundidade e orientar decisões públicas e privadas”, disse.

Novidades ampliam escopo da pesquisa

Entre as inovações desta edição, destaca-se a inclusão dos sistemas agroalimentares produtivos de povos e comunidades tradicionais. Pela primeira vez, esses grupos serão retratados de forma detalhada, garantindo maior representatividade nos dados nacionais. 

Além disso, o 12º Censo deve ampliar a investigação sobre temas contemporâneos, como sucessão familiar, sustentabilidade e uso de tecnologia no campo. 

“Vamos mapear o uso de tecnologias como drones, agricultura de precisão e softwares na produção. Isso é fundamental para entender o nível de modernização do agro e identificar desigualdades de acesso”, explicou o superintendente. 

Outro ponto destacado é o papel estratégico das informações para políticas públicas e decisões do setor. 

“Quando a gente fala de crédito rural, seguro, assistência técnica, infraestrutura ou conectividade no campo, tudo isso depende de informação de qualidade. Sem dados, o produtor não aparece no radar das decisões”, afirmou. 

Sigilo e confiança são fundamentais

Edson Vieira também ressaltou a importância da participação dos produtores e garantiu o sigilo das informações coletadas. 

“Existe uma lei que garante que nenhuma informação individual pode ser divulgada. Os dados são utilizados exclusivamente para fins estatísticos, nunca para fiscalização ou tributação. Essa segurança é o que sustenta todo o sistema estatístico nacional”, explicou. 

A realização dos testes no município reforça o papel de destaque da região no cenário do agronegócio nacional e contribui para o aprimoramento de uma das principais pesquisas estruturais do país. 

Você pode acompanhar os dias de atividades pela Agência de Notícias, Site Oficial do Censo e pelas nossas redes sociais: Instagram, Tik Tok e Facebook.